Aveia contra o colesterol

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Estudo revela que uma chávena de farelo de aveia cozinhada tem 88 calorias e mesmo valor de betaglucano

O consumo de aveia diminui os níveis de três marcadores do colesterol e o risco de desenvolver doença cardiovascular. Estudo de revisão publicado no British Journal of Nutrition.

As conclusões do estudo referem que é difícil consumir os 3,5 gramas diárias de fibra de aveia recomendados apenas através da aveia, e sugere o consumo de farelo de aveia. Uma chávena de farelo de aveia cozinhada tem 88 calorias e contém a mesma quantidade de betaglucano que o dobro da quantidade de farinha de aveia cozinhada, que tem 166 calorias.

Não é de agora que se fala que a ingestão de aveia pode diminuir os níveis de colesterol. Contudo, os estudos apenas incidiam sobre o impacto da aveia nos níveis do colesterol “mau” ou LDL, que se acumula nas paredes dos vasos sanguíneos. Resultados promissores mas insuficientes já que não eram avaliados outros marcadores – não-HDL – o colesterol total menos o colesterol HDL (“bom” colesterol) – e a apolipoproteína B – uma lipoproteína que transporta o LDL através do sangue – os quais permitem fazer uma avaliação do risco cardiovascular mais precisa. De relembrar que estes dois marcadores são importantes para os indivíduos com síndrome metabólica e diabetes tipo 2, já que por norma não têm níveis elevados de colesterol.

O estudo de revisão do Hospital St. Michael, no Canadá, vem agora concluiu que a aveia pode reduzir estes três marcadores. Vladimir Vuksan, coordenador do estudo, refere que a aveia é rica em betaglucano, uma fibra solúvel viscosa que parece ser responsável pelos efeitos benéficos deste cereal.

Para além da análise fitoquímica do cereal, os investigadores tiveram em conta 58 ensaios clínicos que envolveram cerca de quatro mil indivíduos de todo o mundo. Seguiu-se a avaliação dos efeitos da dieta enriquecida com aveia, comparativamente com as dietas controladas para o colesterol LDL, bem como para o colesterol não-HDL e apolipoproteína B.

Os investigadores do Hospital St. Michael verificaram que as dietas enriquecidas com 3,5 gramas por dia de fibra betaglucano da aveia melhoraram, comparativamente com as dietas controlo, os níveis de colesterol LDL. O mesmo se passou com os níveis de colesterol não-HDL e apolipoproteína B.

As conclusões referem que a ingestão de aveia reduziu em 4,2% os níveis de colesterol LDL, em 4,8% os níveis de colesterol não-HDL e em 2,3% os níveis de apolipoproteína B.

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