Consumo de massas e os desportistas!

desportoQualquer que seja a modalidade que pratica, sabe que a sua alimentação não pode ser descurada. O artigo de opinião da nutricionista Teresa Carvalho ajuda-o a perceber o que deve ter em conta para melhorar o seu desempenho.

A massa é um derivado dos cereais, geralmente o trigo e, como tal, apresenta aspetos nutricionais idênticos aos do grão de cereal que lhe dá origem. Por esse motivo, a massa integra o grupo dos cereais, tubérculos e frutos amiláceos na Roda da Alimentação Mediterrânica, um grupo de alimentos que deve representar cerca de 28% da alimentação diária porque oferece hidratos de carbono que são a principal fonte de energia do corpo.

Os hidratos de carbono são necessários em todos os indivíduos e ao longo de todo o ciclo de vida. Não obstante, indivíduos com atividades profissionais fisicamente exigentes e desportistas carecem de maior necessidade de alimentos que sejam bons fornecedores deste nutriente para usufruírem dos seus benefícios energéticos.

É de privilegiar os alimentos que conferem hidratos de carbono complexos, como é o caso da massa pois, deste modo, a chegada de glicose (açúcar) ao sangue é mais lenta e constante, prolongando-se por mais tempo a receção de energia ao organismo. Além de fornecer energia, a massa também faculta fibra, vitaminas do complexo B e minerais (p.e. potássio, magnésio).

No caso dos desportistas, a alimentação é um fator chave na melhoria do seu desempenho, sendo, por isso, indicado serem seguidos por Nutricionistas que assegurem o correto aporte energético e nutricional, uma vez que a alimentação ajustada ao atleta e conforme o desporto praticado permite modular variáveis que podem afetar o treino/prova e melhorar os resultados. Há ainda outros exemplos de variáveis que podem ser alteradas: ocorrência de fadiga, reparação muscular, estado de hidratação, níveis de glicogénio e glicemia.

Geralmente, em provas ou treinos de duração prolongada recomenda-se a ingestão de uma refeição 3 a 4h antes, rica em hidratos de carbono [complexos] para serem potenciadas as reservas musculares e hepáticas de glicogénio e controlada a glicemia. Esta refeição deve ser pobre em gordura e fibra para não provocar desconforto. Após o treino/prova é necessário repor as reservas de glicogénio, os fluidos e eletrólitos do corpo. Assim, nos primeiros 30 minutos após o exercício, os atletas devem hidratar-se e ingerir uma refeição moderada em proteína e com hidratos de carbono. É recomendado ingerir novamente hidratos de carbono após 2h do final do treino/prova ou a cada 2h nas primeiras 4 a 6h para estimular a síntese de glicogénio.

Portanto, adaptar a alimentação do atleta ao estilo de vida, necessidades nutricionais/energéticas, intensidade treino/prova e preferências pessoais é desafiante para o Nutricionista. Daí que a massa surja como um veículo de hidratos de carbono, que pela sua fácil acessibilidade e versatilidade pode ser facilmente incluída na dieta. O consumo de massa também possibilita incluir alimentos com relevo nutricional (p.e. hortofrutícolas, pescado) e o sabor facilita a estimulação do apetite que, após um esforço físico exigente, tende a ser menor. A quantidade de hidratos de carbono, e consequentemente de massa a fornecer, dependerá das especificidades nutricionais e treino de cada atleta.

Nutricionista – Teresa Carvalho

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