Comer mal aumenta risco de depressão

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As frutas e legumes têm nutrientes que potenciam a saúde e o bem-estar

Os portugueses com maus hábitos alimentares são os que mais revelam sintomas depressivos. As conclusões são do projeto Saúde.come, um estudo baseado numa amostra representativa da população adulta.

“Há uma associação entre os padrões alimentares e a existência de sintomas depressivos, independentemente do sexo ou da idade. Existe mesmo uma associação entre um padrão com maus hábitos alimentares e uma pontuação alta nos sintomas depressivos”, referiu Helena Canhão, investigadora principal do estudo.

Em declarações à agência Lusa, a investigadora avisa que não se trata de estabelecer uma causa/efeito: “Não podemos dizer o que começou antes. Se uma pessoa, por estar deprimida, começou a comer mal ou o inverso. É algo que teremos que avaliar melhor”.

O projeto Saúde.come aplicou inquéritos a cerca de 10 mil portugueses representativos da população e analisou como os padrões alimentares se relacionam com fatores como a idade, a escolaridade ou a situação profissional. O estudo ainda recorreu a questionários para avaliar os sintomas depressivos e de ansiedade. “Não se trata de um diagnóstico, mas apenas da determinação da existência de sinais ou sintomas”, avisa a responsável.

E as conclusões reforçam outros estudos: mais de 52% dos inquiridos têm excesso de peso. O Alentejo e a Região Autónoma dos Açores revelam-se as zonas mais problemáticas, com 60% da população com peso a mais.

O inquérito revelou ainda que quase metade (47%) dos portugueses consome legumes de forma insuficiente. A fruta convence 76% dos inquiridos, que garantem comer fruta todos os dias. Vinte por cento dos portugueses afirma que faz 10 a 14 refeições de carne por semana e apenas 23% diz comer peixe todos os dias.

O “mau padrão alimentar” – caraterizado pelo baixo consumo de legumes e elevado de carne – é mais frequente nos jovens do género masculino, na população com baixos níveis de escolaridade, em situações de desemprego ou emprego precário.

O estudo foi desenvolvido por um consórcio internacional liderado pela Sociedade Portuguesa de Reumatologia (que dispõe de uma base de dados ampla), em parceria com a Nova Medical School da Universidade Nova de Lisboa, pela Católica – Lisbon School of Business and Economics, pelo Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto e pela Norwegian University of Science Tecnhnology.

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