Azeite português a crescer

olival

O Alentejo tem, atualmente, 170 mil hectares ocupados com oliveiras

Em 2015, a produção de azeite em Portugal fixou-se nas 106 mil toneladas. Um crescimento de 75% que corresponde ao terceiro maior volume dos últimos 100 anos revela a Casa do Azeite.

Com novos olivais a serem plantados, nos próximos quatro anos Portugal poderá chegar às 120, 130 mil toneladas. Um valor acima das expetativas já que ainda há pouco tempo se esperava atingir, apenas em 2020, a barreira das 100 mil.

Se bem que em termos globais, a área destinada a olival no país “não cresceu muito”, a região alentejana é a exceção, com 170 mil hectares ocupados com oliveiras, mais 25% em comparação com 2007/2008.

Mariana Matos, secretária-geral da Casa do Azeite, revela que a região do Alentejo é, em termos percentuais, cada vez mais importante, já que 76% da produção de todo o país vem daqui.“Em 2007, a produção no Alentejo chegava às 11 mil toneladas. É um crescimento muitíssimo significativo”, destaca.

As estimativas agrícolas do Instituto Nacional de Estatísticas (INE) já indicavam bons desempenhos no azeite. O INE atribuía o resultado ao contributo “decisivo” dos novos olivais intensivos e superintensivos instalados no sul do país que, “em virtude de serem regados, puderam superar a falta de precipitação registada ao longo do ciclo cultural”. Este acesso à água, por via da barragem do Alqueva, compensou a “baixa produtividade observada em muitos olivais tradicionais de sequeiro do interior Norte e Centro”, continua o instituto noutra publicação divulgada em março.

Quanto aos preços, mantêm-se em alta e não há “grande perspetiva” de alterações. “É bom para a produção, mas do ponto de vista da comercialização é difícil. Dois dos nossos principais mercados de exportação, Brasil e Angola, estão com grandes dificuldades e isso tem um impacto significativo nas vendas”, sublinha a responsável.

Pela primeira vez nos últimos anos, as exportações diminuíram em volume (-4%). “Brasil e Angola são os dois principais destinos de azeite embalado, absorvendo mais de 50% das exportações deste produto”, diz Mariana Matos. Mesmo assim, devido à alta de preços as vendas ao exterior, em valor, subiram 17% para os 436,5 milhões de euros. Sem a quebra em volume, o montante teria crescido ainda mais.

Apesar do aumento da produção de azeite, Portugal mantém a quarta posição entre os maiores produtores europeus, depois de Espanha (que lidera), Itália e Grécia.

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