Vegetarianismo nas escolas

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A adopção de uma alimentação vegetariana deve ser acompanhada por um profissional 

Direção-Geral de Saúde lança manual dedicado à alimentação vegetariana em idade escolar. As recomendações surgem no âmbito do Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável.

O manual “Alimentação Vegetariana em idade Escolar” é uma ferramenta para divulgar os cuidados base essenciais aquando da adoção de um padrão alimentar vegetariano. O documento é dirigido às famílias e aos responsáveis pelas cantinas das escolas.

O documento divulgado pela Direção-Geral de Saúde foi elaborado por uma equipa multidisciplinar que inclui pediatras e nutricionistas e responde a questões que permitem enquadrar o regime alimentar vegetariano de forma adequada, sem comprometer o crescimento da criança. “A dieta vegetariana bem planeada pode ser indicada para todos os ciclos de vida. Porém, as necessidades nutricionais variam em função da idade. Ao criar este manual, queremos ajudar a tirar dúvidas e encontrar soluções alimentares adequadas às necessidades acrescidas de nutrientes”, refere Pedro Graça, diretor do Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável.

A título de exemplo, os vegetarianos puros não comem ovos nem lacticínios, logo necessitam de uma suplementação de cálcio e vitamina B12. “A adoção deste regime alimentar deve ser acompanhado por profissionais e não ser um exclusivo da família. É importante não esquecer que o crescimento das crianças vai ser definido pela adequação da dieta, pelo que um profissional de saúde pode verificar se a alimentação está a ser adequada ao seu desenvolvimento”, adverte o responsável da DGS.

No caso das escolas, Pedro Graça conta que são inúmeros os estabelecimentos de ensino que querer oferecer refeições vegetarianas e para os quais é preciso deixar orientações. Mesmo assim, o nutricionista adianta “se uma escola quiser adotar este tipo de refeições na sua cantina, (como uma alternativa aos pratos diários de carne ou peixe), terá que ter apoio técnico de profissionais habilitados”. E acrescenta, “a diversidade é fundamental para oferecer nutrientes necessários. Uma refeição por ser vegetariana não garante saúde. Os alimentos têm que ser juntos de forma a resultarem em proteína qualidade.”

O manual recomenda ainda que a produção das refeições vegetarianas se adapte à sazonalidade dos produtos e à produção de vegetais nacional. Uma aposta no padrão de dieta mediterrânica, ao mesmo tempo que se promove a agricultura nacional e a qualidade dos seus produtos.

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