Amendoim: Reduzir risco de alergia

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Estudo do King’s College London adverte que a introdução precoce de amendoins na deita das crianças pode evitar alergias

A introdução até aos seis anos de amendoins na dieta das crianças com elevado risco de alergia diminui o potencial alergénico. O estudo foi publicado na New England Journal of Medicine.

O estudo denominado LEAP-ON (Learning Early About Peanut Allergy)-On) adianta que a alergia ao amendoim era significativamente mais prevalente naqueles que tinham evitado o consumo deste alimento, comparativamente com aqueles que o tinham consumido (18.6% versus 4.8%).

Esta investigação levada a cabo por investigadores do King’s College London, no Reino Unido, é a continuação do estudo LEAP que já tinha apurado que as crianças com elevado risco de desenvolverem alergia ao amendoim ficavam protegidas, até aos cinco anos, se ingerirem frequentemente amendoins desde os 11 meses de idade.

Assim, o estudo LEAP-ON contou com a participação de 556 participantes dos 640 incluídos no estudo LEAP. Nesta nova avaliação, 274 crianças tinham consumido previamente amendoins e 282 tinham evitado este alimento. Todos os participantes foram convidados a evitar o consumo de amendoins durante um ano. A adesão foi verificada através de questionários e da medição de marcadores sanguíneos.

Ao fim desse período, os investigadores constataram que aos seis anos de idade não havia um aumento estatisticamente significativo para aqueles que tinham ingerido este alimento durante o estudo LEAP-ON. Verificou-se ainda que a alergia ao amendoim era significativamente mais prevalente naqueles que tinham evitado o consumo deste alimento no estudo LEAP-ON, comparativamente com aqueles que o tinham consumido (18.6% versus 4.8%).

Os resultados sugerem ainda que a ausência de consumo de amendoim ao longo de um ano não fará com que a alergia reapareça. Em estudos futuros, os investigadores vão avaliar se períodos mais longos farão com que a tolerância sofra um declínio. “O sistema imunológico parece lembrar-se e manter a tolerância, mesmo sem exposição regular contínua ao amendoim”, concluiu Gerald Nepom, diretor da Rede de Tolerância Imunológica.

A prevalência de alergia ao amendoim em crianças dos países ocidentais duplicou nos últimos 10 anos, crescendo entre 1,4% e 3%. Uma situação que também  começa a ser reportado em África e na Ásia. Esta alergia alimentar é a principal causa de anafilaxia e morte e impõe encargos psicossociais e económicos aos doentes e famílias.

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