Sabe quanto sal está a ingerir?

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Novo medidor de sal poderá ajudar a mudar a percepção face ao sal que ingerimos nas refeições e fora delas

Investigadores portugueses desenvolvem um medidor portátil que facilitará a avaliação das quantidades de sal nos alimentos.

O medidor de sal portátil capaz de medir, em poucos minutos e a baixo custo, o teor de sal de uma determinada refeição foi desenvolvido por um grupo multidisciplinar da Faculdade de Ciências da Nutrição da Universidade do Porto (FCNAUP)e da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP).

Com apenas 250 gramas, este mecanismo inovador a nível mundial, adaptado à realidade portuguesa, poderá ser levado para qualquer cozinha permitindo medir em poucos minutos a quantidade de sal das refeições em cantinas de escolas, infantários, hospitais, lares de idosos ou restaurantes.

Até agora, a forma de análise do teor de sal das refeições implicava a sua recolha e envio para laboratório, o que resultava num processo muito demorado e dispendioso. Com este novo equipamento é saber o valor exato do teor de sal em cerca de seis minutos, permitindo deste modo corrigir em tempo útil a quantidade de sal nas refeições a servir, de acordo com os limites máximos de consumo recomendados pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

A ideia de desenvolvimento deste equipamento surgiu da nutricionista Carla Gonçalves no âmbito do doutoramento em Ciências do Consumo Alimentar e Nutrição da FCNAUP. O projeto de investigação visou a definição de estratégias para combater o excesso de consumo de sal, problema associado ao desenvolvimento de hipertensão arterial e alguns tipos de cancro.

Após um ano de trabalho, a equipa de nutricionistas, engenheiros químicos do Laboratório de Engenharia de Processos, Ambiente, Biotecnologia e Energia (LEPABE) e engenheiros mecânicos da Unidade de Integração de Sistemas e Processos Automatizados (UISPA) da FEUP, desenvolveram o protótipo do equipamento. Fácil de utilizar, compacto e com um design apelativo, a primeira versão integra um ecrã semelhante ao dos “smartphones”, pode ser levada para qualquer cozinha portuguesa (incluindo cantinas de escolas, infantários, hospitais, lares de idosos ou restaurantes) e contempla as principais categorias da alimentação da população.

No futuro, o objetivo é que o equipamento faça automaticamente a análise dos alimentos e dê orientações para quem está na cozinha saber qual a percentagem de sal presente na refeição.

A Direção Geral de Saúde, através do Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável, apoiou o desenvolvimento deste projeto.

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