Essencial descobrir a cevada

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Os investigadores da Universidade de Lund recomendam o aumento da ingestão de cevada. A sopa e as saladas são opções a considerar.

O consumo regular de cevada reduz os níveis de açúcar no sangue e o risco de diabetes. O estudo é sueco e foi publicado no British Journal of Nutrition.

O segredo está numa mistura de fibras dietéticas encontradas na cevada que ajudam a regular o metabolismo e a reduzir o apetite, atuando na prevenção da diabetes e da doença cardiovascular.

Anne Nilsson, a primeira autora do estudo da Universidade de Lund, na Suécia, revela que “é surpreendente como a escolha certa de fibras dietéticas pode, num curto espaço de tempo, conduzir a benéficos para a saúde notáveis”.

A investigação recorreu à participação de indivíduos de meia-idade saudáveis que foram convidados a ingerir, durante três dias e às três principais refeições, pão produzido na sua maioria com grãos de cevada. Após aproximadamente 11 a 14 horas da última refeição foram analisados indicadores do risco da diabetes e doença cardiovascular.

O estudo da Universidade de Lund apurou que o metabolismo dos participantes tinha melhorado ao fim de 14 horas. Constatou-se ainda uma diminuição nos níveis de glucose e insulina, um aumento da sensibilidade da insulina e uma melhoria do controlo do apetite. Este efeito verificou-se quando uma mistura específica de fibras dietéticas, presente no miolo da cevada, atingiu os intestinos, estimulando o aumento de bactérias benéficas e a libertação de hormonas importantes.

Mais cevada para substituir a batata e o arroz

Estudos anteriores já sugeriam que as fibras dietéticas do miolo de cevada aumentavam a quantidade da bactéria intestinal Prevotella copri, a qual tem um efeito regulador nos níveis de glucose e ajuda a diminuir a proporção de um tipo de bactéria considerada prejudicial.

Os efeitos do miolo da cevada são influenciados pela composição da flora intestinal, o que significa que os indivíduos com baixas concentrações de Prevotella copri não beneficiam tanto do consumo deste tipo de cereal. Contudo sabe-se que o consumo de maiores quantidades de cevada pode ajudar a estimular o crescimento da bactéria. Ou seja, para além do pão é possível aumentar a sua ingestão por via das saladas, sopas, ensopados ou como uma alternativa ao arroz ou batatas.

A equipa de investigadores, liderada por Inger M. E. Björck, acredita que quanto mais se souber sobre o impacto que determinadas fibras dietéticas têm no organismo, maior a possibilidade de desenvolver alimentos mais saudáveis para o consumidor.

 

 

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