Adeus pipocas! Olá vinho da região de Lisboa!

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A Câmara dos Provadores da CVR Lisboa sugere o melhor vinho para os oito nomeados a melhor filme dos Óscares de 2016

A Câmara de Provadores da Comissão Vitivinícola da Região de Lisboa (CVR Lisboa) selecionou os vinhos que melhor acompanham os filmes nomeados para os Óscares 2016. Venha conhecê-los…

Se bem que nas salas de cinema só deixam entrar pipocas, água e refrigerantes, a ideia merece ser partilhada. O desafio foi lançado por Vasco d’Avillez, presidente da CVR Lisboa, que, pelo segundo ano consecutivo, demonstra que não há limites para a harmonização de vinhos. “Tal como no cinema, também o vinho tem realizadores e argumentos que conferem a cada marca narrativas com estilos e personalidades distintas, pelo que não há como não os comparar”, justifica.

E passemos às sugestões:

PERDIDO EM MARTE – À semelhança do que aconteceu com o astronauta Mark Watney, também o Porta 6 andou perdido durante longos meses. Subitamente aparece em terras de Sua Majestade e é automaticamente resgatado por uma legião de consumidores que o procuram avidamente, respondendo ao intenso apelo de um opinion maker em êxtase. Um aumento exponencial nas vendas fez com que corresse o risco de quase desaparecer, consagrando assim o Porta 6, tal como o astronauta Mark Watney. (António Ventura)

O CASO SPOTLIGHT – Julião Batista escolheu o vinho branco regional de Lisboa Velhos Tempos, Arinto Reserva 2015. A razão? Este vinho expõe características aromáticas não reveladas nos tradicionais vinhos da casta Arinto, à semelhança do que acontece neste filme, em que muitas situações estiveram escondidas da opinião pública. Em ‘Spotlight’ as revelações dão-se através da procura dos factos escondidos, tal como nos vinhos com esta casta, cujo aroma tem de ser habilmente revelado, já que ao primeiro toque de boca poderá ser considerada pouco aromática. Com um perfil aromático diferente do tradicional, em ‘Velhos Tempos’ destacam-se as notas de frutos tropicais e florais. (Julião Batista)

2 /3 MAD MAX: ESTRADA DE FÚRIA – Luís Martins escolheu o vinho branco regional de Lisboa Montecapucho 2014 para acompanhar Mad Max: Estrada de Fúria. Este é um vinho bastante fresco e elegante, contrastando assim com a luta de um guerreiro das estradas, num filme de muita ação e até mesmo alguma violência. (Luís Martins)

THE REVENANT: O RENASCIDO – João Melicias escolheu o vinho Fonte das Moças, um tinto 2013 que, pela sua complexidade, notoriedade aromática e grande longevidade vai ao encontro da perseverança contextualizada no filme. Uma experiência quase visceral sobre o poder do ser humano e a luta pela sobrevivência. (João Melicias)

PONTE DOS ESPIÕES – Miguel Móteo sugere o DOC Óbidos Quinta do Sanguinhal, um tinto que após se “libertar” da escuridão e silêncio onde repousa durante largos anos, proporciona momentos surpreendentes, tal como aqueles que foram vividos pelos espiões do filme em plena Guerra Fria. De cor granada, aromas de fruta preta e compotas, no palato projeta-nos para momentos únicos de prazer. Este vinho, tal como o enredo do filme, é também um segredo bem guardado, mas não necessita de qualquer negociação para se tornar conhecido. Basta a abrir uma garrafa. (Miguel Móteo)

A QUEDA DE WALL STREET- Lisete Lucas escolheu o branco Alma Vitis DOC Torres Vedras 2014, um vinho marcante, persistente e com muita personalidade, tal como os quatro homens que viram o que os grandes bancos, comunicação social e governo recusaram ver: o colapso global da economia. Com um bom volume de boca e complexidade, este é um vinho envolvente, ideal para todas as emoções que o filme proporciona. (Lisete Lucas)

BROOKLYN – Com o mesmo tom dos lábios de Eilis Lacey, Vera Moreira escolheu o Cabernet Sauvignon & Tinta Roriz, da Quinta do Gradil, para acompanhar o filme Brooklyn. Os dois têm em comum o sentimento de amor: quando o provamos ou quando o partilhamos. Um vinho com duas castas, uma portuguesa e uma estrangeira, e um filme sobre dois países e duas realidades. Com uma longa história que remonta ao séc. XVIII, num dos melhores terroir da Região de Lisboa, os vinhos Quinta do Gradil refletem a experiência do passado aliada à tecnologia do presente, um espelho da vida de Eilis Lacey, que deseja libertar-se das suas raízes para se entregar a um novo amor. Na boca este é um vinho estruturado, com taninos vigorosos mas bem integrados, com bom balanceamento e um final longo e persistente. Será certamente o néctar ideal para acompanhar as decisões do coração. (Vera Moreira)

O QUARTO DE JACK – ‘OPACO’ mas repleto de um grande amor foi o ambiente em que Jack e sua mãe Ma viveram durante cinco anos, sendo surpreendente e emocionante a coragem com que ambos conseguiram a sua libertação e contacto com o mundo real. OPACO, um vinho da Região de Lisboa, revela bem a mesma coragem, dedicação e amor que lhe dedicaram o seu produtor e sua equipa. A sua libertação e degustação torna-se surpreendente, com a mesma emoção com que nos brindaram os personagens Jack e Ma. À semelhança deste filme, a qualidade de OPACO é arrebatadora. (Luís Fernando Ezequiel)

Agora que conhece as sugestões, passe à prova! Convencido?

A Comissão Vitivinícola da Região de Lisboa é a entidade responsável pela promoção e certificação dos vinhos daquela Região. Os “Vinhos de Lisboa” exportam cerca de 65% do que certificam, sendo que os principais mercados são os EUA, Norte da Europa, China e Brasil.

A Região Vitivinícola de Lisboa engloba as Denominações de Origem: Alenquer, Arruda, Bucelas, Carcavelos, Colares, Encostas d’Aire, Lourinhã, Óbidos e Torres Vedras.

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