O doce que faz bem!

fruta confitada

A empresa Douromel e a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro desenvolvem parceria para produzir bolos mais saudáveis. O segredo está na produção de fruta e legumes confitados sem açúcar.

O desafio partiu da empresa Douromel que queria lançar no mercado um bolo-rei direcionado a consumidores com hábitos de vida mais saudáveis. A Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) aceitou o desafio e desenvolveu um método que aposta na produção de frutos e vegetais confitados e de frutos e vegetais sem sacarose, com o recurso a substituintes da sacarose. O próximo passo já está pensado: a produção de Marron Glacé Light, produto gourmet e uma novidade a nível mundial.

A ideia surgiu por “necessidade de mercado”, diz Fernando Nunes, docente e investigador da UTAD. “Desenvolvemos um produto com as mesmas características em termos de sabor, aspeto e a mesma funcionalidade, mas com menos açúcar”, adianta. A confitagem com substitutos de açúcar surgiu como a solução, já que mantém “a mesma doçura com metade das calorias”.

Esta inovação tem outras vantagens. Além da redução das calorias, o processo implica a integração de fibras dietéticas, o que aumenta os benefícios para a saúde.

Para além dos bolos, os investigadores já avançam com outras aplicações como a produção de compotas, aproveitando as caldas destes frutos confitados. O investigador da UTAD adianta também que, ainda por via da parceria, já estão desenvolver o Marron Glacé versão Light, “uma novidade a nível mundial”.

Até agora, este produto, à base de castanha, era desenvolvido por italianos que vinham a Portugal comprar a castanha. Depois de transformada, revendiam-na ao mercado nacional por um preço elevado. “Vendíamos a matéria-prima aos italianos que, depois de a transformar, exportavam para lojas de produtos gourmet, com um preço é elevado para a maioria dos consumidores”, explica.Uma tendência que poderá mudar, já que a versão light, sem açúcar, está a ser desenvolvida por Fernando Nunes e a produção será feita, também, pela Douromel.

O sucesso do projeto ajuda a explicar a necessidade sentida de proteger a patente para os mercados nacional e internacional, já que se trata de uma “inovação com especial interesse para a confeção de doçaria tradicional”, acrescenta. À espera deste novo produto vão estar mercados como o do Japão, Estados-Unidos, norte da Europa e França, já que são grandes apreciadores e consumidores deste produto.

 

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