É presunto, mas de vaca!

Casa Joaquim Arnaud

Casa Joaquim Arnaud

O presunto inovador vem diretamente dos pastos de Mora e está a ganhar adeptos. Quem já experimentou recomenda e relembra os benefícios para a saúde!

Há ano e meio que Joaquim Arnaud decidiu que era o momento certo para colocar no mercado o primeiro presunto de vaca português. “Este produto é uma tradição espanhola, ainda que muito restrita. O que fizemos foi aliar o bom de Portugal com o bom de Espanha para fazer um produto diferente”, conta o produtor.

Os bovinos de raça cruzada alentejana utilizados para produzir o presunto são da herdade do Alentejo, situada na freguesia de Pavia, no concelho de Mora, sendo o processo produtivo desenvolvido na zona de Leão, no norte de Espanha. “O nosso clima não permite que o processo de cura – exposição ao frio natural – seja feito em Portugal. Assim, os bovinos são criados em pasto livre e de modo biológico nas pastagens da herdade e depois levados para Espanha”, conta ao Mercado Alimentar. Já em terras espanholas, o processo de cura leva sete meses, sendo a carne “ligeiramente fumada com madeira de azinho e carvalho”, explica o empresário.

Mas não é só no sabor (suave e de textura macia) e na cor (vermelho-cereja) que se notam as diferenças. Também do ponto de vista nutricional existem vantagens. Ao contrário do presunto de porco, produzido a partir de um animal novo, o presunto de vaca é produzido a partir de um animal adulto, com oito a dez anos. “Por ser uma carne mais velha, tem menos gordura, não potencia o ácido úrico e, por ser curada a frio natural, não acelera o processo natural de cura”, explica o produtor de Pavia. Uma boa alternativa para “quem não gosta de porco ou não come, como é o caso dos países árabes”, recorda.

Em Portugal, para já a aposta, como conta, é em nichos de mercado. O produto pode ser encontrado em lojas gourmets e algumas mercearias finas, como a Charcutaria Lisboa, no Mercado de Campo de Ourique.

Para Joaquim Arnaut, mais importante do que estar nas grandes superfícies é apostar na degustação. “Sabemos que é um produto diferente, por isso é importante que as pessoas o provem, que sintam a diferença e que gostem”, esclarece. Daí a aposta na presença em feiras gastronómicas e alguns restaurantes do país.

Em Lisboa, por exemplo, é possível experimentar a iguaria na “Pizzaria Lisboa”, do Chef Avilez, uma pizza especialmente preparada para valorizar o presunto de vaca. Enquanto se espera pelo livro de receitas, o empresário de Pavia afiança que se trata de uma “entrada excelente”. E aconselha: “Deve ser cortado muito fininho, com um fiozinho de azeite e, depois, com um bocadinho de queijo parmesão por cima”.

O processo de internacionalização também já está em curso. O mercado de Macau e Hong Kong, Inglaterra, Bélgica são as apostas atuais. E até a Suíça, também produtores de presunto de vaca, querem provar o produto “com travos diferentes”.

A Casa Alentejana Joaquim Arnaud é conhecida pela produção do porco preto e, nos últimos anos, tem vindo a colocar no mercado nacional e internacional produtos premium do concelho de Mora, como vinho, azeite e o mel.

 

Saiba mais aqui.

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