Para acabar com as falsificações

porco alentejano

A Escola de Hotelaria e Turismo de Portalegre recebe na próxima semana uma ação de degustação de porco preto. A ideia é alertar para a distinção entre o porco alentejano e o falso.

A iniciativa partiu da Associação Nacional dos Criadores do Porco Alentejano (ANCPA) que pretende desta forma alertar para a necessidade de valorizar o produto nacional, em vez de se continuar a promover um produto com menor qualidade.

Pedro Bento, diretor executivo da ANCPA afirma que 90% da carne de porco preto alentejano comercializado em Portugal é falsa. “É vendida a um preço baixo e desleal porque é de outro tipo de porco. Se em 2005 se escoava para o mercado nacional cerca de 500 destes porcos, hoje nenhum é praticamente vendido”, denuncia o diretor.

Por sua vez, a diretora da Escola de Hotelaria e Turismo de Portalegre (EHTP), Maria Conceição Grilo, aceitou integrar o projeto da ANCPA de forma a garantir que “os alunos ficam a conhecer como devem utilizar o porco preto para no futuro serem uns dos promotores desta carne”. Antes do dia oficial, 100 alunos desta instituição tiveram direito a uma aula prática onde aprenderam a confecionar e a saber distinguir o porco alentejano. “Começámos por promover junto de quem trabalha com o produto e agora queremos divulgar as futuras alterações no mercado com a nova norma de comercialização deste produto”, reforça Pedro Bento.

A degustação será feita no dia 11 de abril nas instalações da Escola de Hotelaria e Turismo de Portalegre (EHTP) e o menu já planeado será executado no dia por uma turma de 20 alunos. A carne será servida também em enchidos e presunto, com a presença de um cortador profissional que fará uma demonstração de como deve ser fatiada a peça.

Nesta primeira fase o público-alvo da degustação serão os produtores do porco alentejano, várias empresas de hotelaria e a restauração. Mais tarde, pretendem alargar ao público em geral. “É importante que as pessoas ganhem consciência e conheçam o paladar do verdadeiro porco alentejano para não pensarem que aquele que se vende no nosso país é o verdadeiro”, sublinha o diretor executivo.

Para ajudar a combater a comercialização falsa de produtos alegadamente de porco preto alentejano, o Ministério da Agricultura enviou recentemente uma proposta para Bruxelas que visa regularizar o uso e designação do porco preto no mercado português. A ANCPA fez parte da definição das normas que espera ver aprovadas brevemente.

Em Portugal, existem cerca de 300 explorações de porco alentejano. A grande maioria da carne produzida parte para a vizinha Espanha porque cá não tem escoamento ao preço exigido pela qualidade do produto. O crescimento em campo e alimentação natural dá origem a uma carne mais tenra, com menos gordura, mais vermelha e, naturalmente, mais cara uma vez que é a produção é feita de forma extensiva. A cor preta é a característica mais distintiva do animal e daí a designação “porco preto”.

Fonte: Público

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