Pinhão no topo das exportações

Pinhão (fruto da Araucaria angustifolia)

Portugal exportou cerca de 364 toneladas de pinhão no ano passado, com Espanha e Itália no topo dos destinos. Apesar de ser o segundo mais exportado em 2013, a seguir à castanha, o estudo da União da Floresta Mediterrânica adianta que estes valores poderiam ser mais altos.

O pinhão foi o segundo fruto seco mais exportado em 2013 subindo para primeiro lugar se for incluído o valor da pinha. Esta é a principal conclusão do relatório que sintetiza os resultados do programa de valorização da fileira da pinha e do pinhão promovido pela União da Floresta Mediterrânica (UNAC).

O valor médio de exportação de miolo de pinhão rondou os 14,4 milhões de euros nos últimos cinco anos (12,7 milhões de euros em 2013), enquanto o valor médio de exportação da pinha se aproximou dos 11 milhões de euros nos últimos três anos, um montante que se refere apenas à pinha exportada pelo porto de Setúbal (cerca de 10 mil toneladas anuais), desconhecendo-se o valor da pinha exportada por via terrestre.

A falta de informação é, aliás, um dos problemas que a UNAC identifica no seu estudo. Ninguém sabe, por exemplo, a quantidade de pinhão que os portugueses consomem, nem qual é a produção total de pinha, disse o secretário-geral da organização, Nuno Calado. Certo é que a área de pinhal tem aumentado. De acordo com o relatório, “em 40 anos a área de pinheiro manso instalado em Portugal cresceu mais de 100 mil hectares. A maior incidência verifica-se a Sul do território continental onde cerca de 16 concelhos possuem 72% da área total existente”.

A capacidade produtiva da pinha é estimada num valor económico que se situa entre os 50 a 70 milhões de euros/ano. Em 2013, os 175.742 hectares de pinheiro manso representavam cerca de 6% da floresta nacional, com destaque para o Alentejo que produz 67% das pinhas nacionais e 15% das pinhas mundiais.

No entanto, a abundância de pinheiros nem sempre se reflete na produção de pinha, o que ficou comprovado nas últimas campanhas (2011/2012 e 2012/2013), caracterizadas por uma reduzida produção e uma grande procura, após a excecional produção de pinha que ocorreu em 2010/2011.

 

Com Lusa

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