Caviar made in Portugal

D.R.

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A Caviar Portugal nasceu na Universidade do Algarve e vai começar a comercializar caviar a partir de uma unidade no Alentejo, já em 2015. O investimento previsto é de quatro milhões de euros.

Os ovos de esturjão chegaram em fevereiro de 2013, diretamente da Holanda, e já tiveram tempo de se ambientar à piscina azul instalada na Universidade do Algarve. Mas em breve, e antes que se habituem, serão transferidos para uma unidade a ser construída no distrito de Évora, local onde a empresa Caviar Portugal vai produzir o peixe, por via do processo de aquacultura.

Com um investimento inicial de quatro milhões de euros, Pedro Paulo, um dos responsáveis da Caviar Portugal, conta que a unidade no Alentejo terá capacidade para albergar 150 toneladas de quatro espécies de esturjões. O que, ao fim de cinco anos, poderá significar entre 4,5 e cinco toneladas de caviar.

Mas não só. Para além do caviar, iguaria composta de ovos salgados de esturjão, o biólogo marinho adianta que o projeto vai também valorizar os subprodutos – pele, cartilagem e o próprio peixe – já que existe potencial de comercialização. “O estrujão fumado é muito apreciado nos mercados de leste. Já a pele, por exemplo, poderá ser usada na produção de sapatos ou malas. E a própria indústria farmacêutica mostra interesse para a produção de cosméticos”, exemplifica Paulo Pedro ao Mercado Alimentar.

Do ponto de vista comercial, o luxuoso petisco terá como destino o norte da Europa, a América do Norte, o mercado asiático, assim como o mercado angolano. O facto de ser um peixe pouco consumido em Portugal, leva o responsável a admitir que “fique apenas 5 por cento da produção”. Porém, acredita que é possível mudar hábitos de consumo – tal como aconteceu com o salmão e o espadarte –, “talvez também por intermédio do gourmet”, sugere.

A produção de estrujão em aquacultura funciona com um sistema de água circular fechado, o que implica que apenas 5% de seja diariamente renovada. No ciclo de tratamento da água, o responsável adianta que se recorre a plantas para filtrar e retirar os nutrientes a água, e a legumes – alface, pepino, tomate – para alimentar os peixes.

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