Insetos no prato, por que não?

D.R.

D.R.

A Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar do Instituto Politécnico de Leiria apostam numa nova tendência alimentar: Cozinhar insetos. Que tal provar?

Cookies de tenébrios, gafanhotos e grilos com chocolate temperado com pimenta e zophobas fritas picantes. Não vale a pena torcer o nariz! Estas são algumas receitas que já fazem parte de um projeto visionário que antecipa uma prática gastronómica que utiliza os insetos como ingrediente principal na confeção de refeições.

“O nosso papel é o de participar de forma ativa nesta nova “tendência culinária”, desenvolvendo receitas em que os insetos são o principal ingrediente”, explica Patrícia Borges, docente do curso de Restauração e Catering da Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar (ESTM) do Instituto Politécnico de Leiria (IPLeiria) e mentora do projeto.

A ideia, apesar de estranha, está bem fundamentada nas recomendações da FAO – Food and Agriculture Organization -, que sugere a ingestão de insetos para “combater a fome, por serem, além de “deliciosos”,  abundantes, nutritivos e a sua produção de baixo custo”. Aliás, em maio de 2013, a FAO lançou um documento com o título “Insetos comestíveis: Perspetivas futuras para a segurança alimentar”, que incentiva o consumo destas espécies através da apresentação das vantagens de as incluir na alimentação.

Ainda de acordo com a docente, os insetos podem ser introduzidos na alimentação humana como alimentos comuns como a carne e o peixe, pois têm elevados níveis de proteína, gorduras insaturadas e minerais, que podem combater a obesidade. Por outro lado, ao nível ambiental produzem poucos gases com efeitos de estufa e ao nível económico a produção de insetos é muito menos dispendiosa em comparação com o gado.

Patrícia Borges alerta ainda para a necessidade de se definir legislação: “Para que este tipo de culinária seja viável, é necessária a criação de legislação que suporte este tipo de prática. De qualquer forma, a ESTM já tem em laboratório mais receitas que serão divulgadas brevemente.” Por outro lado, acredita que a recetividade vá aumentar e que, no futuro, surgirão mais projetos de outras instituições do ensino superior, de escolas e da indústria alimentar.

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s